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Usiminas retoma operações do alto-forno 1 em Ipatinga

A Usiminas retomou oficialmente, no dia 26 de agosto, a operação do alto-forno 1 da Usina de Ipatinga. O evento de retomada do equipamento, considerado um símbolo da siderurgia, contou com a presença do presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro; do governador de Minas Gerais, Romeu Zema; do presidente executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes; do presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, além de ministros, autoridades e demais lideranças.

Para o presidente da Usiminas, Sergio Leite, a retomada do alto-forno 1 é também uma mensagem de otimismo e que reforça o compromisso com a perenidade da companhia e o desenvolvimento do país. “Esse religamento tem um significado especial para nós por marcar a confiança da Usiminas no futuro. O ponto mais agudo da crise, vivido em abril, ficou para trás e diversos indicadores sinalizam para uma retomada gradual da economia ao longo do segundo semestre a do próximo ano”, disse.

Diretoria da Usiminas com Jair Bolsonaro e Romeu Zema
Crédito: Elvira Nascimento

Desde o início da pandemia, a Usiminas adotou medidas de adequação a um cenário de retração rápida e significativa da economia. Agora, a empresa retoma, de maneira ágil e segura, as operações do AF-1 da Usina de Ipatinga.

Em operação desde 1962, quando foi inaugurado pelo então presidente da República João Goulart, o AF1 é um símbolo da Usiminas e do crescimento econômico e social da região do Vale do Aço. Da primeira corrida até a paralisação em abril, o alto-forno 1 produziu cerca 31 milhões de toneladas de gusa. O religamento atual marca o início da 9ª campanha do forno.

Não conseguiu acompanhar o evento? Quer assistir de novo? Basta acessar o link abaixo. Após o período de abertura, o evento começa a partir do minuto 42’30:

Alto forno

Você sabe como funciona um alto-forno?

O alto-forno é um equipamento ímpar na cadeia produtiva do aço. Responsável pela produção de gusa, é o grande balizador da competitividade de uma usina integrada a coque.

O equipamento é composto de um sistema de matérias-primas, contendo silos de armazenagem, peneiras e balanças; regeneradores de ar quente; um sistema de distribuição de carga no topo; o alto-forno em si, cujas principais regiões são o cadinho, a rampa, o ventre e a cuba; além das áreas de corrida, por onde são retirados o gusa e a escória produzidos.

Após o acendimento do alto-forno (blow-in), o aquecimento interno é praticamente imediato. O forno inicia sua operação preenchido com carga e grande quantidade de combustível (coque), principalmente nas regiões inferiores. A primeira corrida de gusa ocorre aproximadamente 24 horas depois do acendimento e após um período de três dias o gusa produzido já está em condições químicas e de temperatura para ser consumido na aciaria. O alto-forno é um reator que funciona a contra corrente. A carga metálica, composta por sínter, minério granulado e pelota, em conjunto com o combustível (coque), são carregados, de forma controlada, pelo topo.

O ar quente, enriquecido com oxigênio, é injetado na região inferior. O oxigênio do ar reage com o carbono do coque, produzindo o gás redutor CO e grande quantidade de calor. O gás redutor (CO), produzido nas regiões inferiores, sobe em contra corrente à descida da carga, propiciando a redução e fusão da carga metálica. Como resultado, obtém-se o gusa e a escória. O primeiro é direcionado para a aciaria, constituindo-se na matéria-prima para obtenção do aço. Já a escória é beneficiada e aproveitada em outras atividades econômicas e investimentos sociais.

O gás redutor (CO), depois de atravessar toda a coluna de carga, passa por processos de limpeza a seco e a úmido, dando origem ao gás de alto-forno (BFG, na sigla em inglês, blast furnace gas). Uma parte desse gás é reinserida no processo produtivo, reutilizada nos regeneradores de ar quente, onde o ar a ser injetado no alto-forno é aquecido até 1.200ºC. O restante é direcionado para outras unidades, como por exemplo, as coquerias e as laminações, reduzindo o consumo energético de outras fontes.

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